Segunda-feira, Junho 01, 2009

Escusam de agradecer

Surgiu por aqui uma referência à revista Maxmen. Parece que há meninos que a compram porque querem aprender a conquistar raparigas! De forma bem mais rápida e eficaz eu vos ensino. Leiam e aprendam!
A arte da conquista resume-se a uma palavra e a um sinal ortográfico: Medo!
Sim rapazes, o medo! “Mas medo! do quê?” perguntam vocês. Medo! de tudo o que possam imaginar! “Mas tenho que sentir medo!?” perguntam vocês de novo. Não. Vocês têm que provocar esse medo!
Basicamente têm que criar uma situação de pânico geral, onde todos aqueles “machões” à volta da moça dos vossos sonhos se acobardem e vocês não. Simples não é?
“Mas… eu não sentir medo!? Logo eu que quando vejo um caracol levantar as antenas fujo a sete pés!?” perguntam vocês outra vez. A situação de medo é simulada ok? Eu dou um exemplo:
Imaginem um conquistador barato que anda atrás da miúda que vocês gostam, a tal que nem sabe o vosso nome e que a última vez que falou convosco foi para pedir que tirassem a vossa patola de cima do seu pezinho delicado! Pronto. Agora imaginem que ele está ali a falar com ela. Imaginem ainda que têm o contacto dele à mão e que se lembraram de trazer a máscara do Darth Vader convosco. Ligam-lhe e ele atende:
- Estou? – Pergunta ele com ar gingão.
- Sim sim meu marmanjo… daqui fala o teu pior pesadelo, o choninhas que gosta dessa miúda ai ao teu lado! – Respondem vocês com a voz o mais próximo do firme que conseguirem e altamente disfarçada pela máscara.
- Vai pró… – responde ele armado em ordinarão.
- Olha vai mas é tu ok?! E se não fugires vais levar com a caca de vaca que eu mandei lançar dum avião e que vai cair ai em cima de ti dentro de 30 segundos!
O pânico vai invadir a mente limitada do vosso oponente. Ele, mesmo não sabendo muito bem quanto tempo são 30 segundos, vai fugir porque apesar de estúpido sabe que as moçoilas não apreciam cabelos a cheirar a cocó!
E ai entram vocês, já sem a máscara do Darth Vader e com um chapéu-de-chuva para proteger a vossa amada!
Como as vacas não voam e vocês não têm dinheiro para utilizar um avião podem perfeitamente aplicar o uso de pombos com diarreia! Mas atenção que aquilo é como a chuva, ás vezes vem batida a vento! Escusam de agradecer.

Terça-feira, Maio 26, 2009

As Histórias do Bolinha – A Última – parte II

- Então Bolinha conseguiste fazer aquilo?
- Não! Mas consegui fazer o contrário!
- Eu sabia… estás feito!
- Pois…
- Queres ouvir a metáfora do vinho?!
- Não pá… prefiro beber vinho …
- Pode ser antes cerveja?
- Pode.

… 14 Imperiais depois…

- Diz-me… porque é que um gajo é parvo?
- Qual gajo?
- Eu pá! Porque é que eu sou parvo?
- Tu não és parvo!
- Não?!
- Não. Tu és o Bolinha! O Bolinha nunca é parvo!
- Ai sou sou!
- Não, és outra coisa…
- O quê?
- Um tipo com as suas duas partes interiores a lutarem por protagonismo!
- A cerveja faz-te dizer coisas sem nexo…
- Pois… já a ti faz-te cara de parvo!

Terça-feira, Maio 19, 2009

Agora é que vai ser…

Três coisas rápidas:

1º - Isto vai passar a ser um Blogue de política. Dá estilo, dá seriedade, dá audiências (!) e eu acho que para mim é uma espécie de cereja em cima do bolo.

2º - Tenho que decidir se vai ser de direita ou de esquerda. Então é assim: A direita tem mais peso por causa do spin, mas a esquerda é esteticamente mais evoluída, mais “estilosa”… é pá não sei… não pode ser o serviço ou o smach?!

3º - Agora vou ter que passar a ler os jornais não desportivos logo de manhã para me manter informado, vou ver sempre os telejornais e os “interessantes” debates da TV… ok… ah… esqueçam lá isso, este Blogue vai voltar a ser um Blogue de tolices!

Quarta-feira, Maio 13, 2009

Tcham tcham tcham tcham

Os mails têm sido… inúmeros. As fãs exaltam por uma foto! Elas querem saber se é verdade o que se diz. Que Talk é um tipo extremamente sexy. Eu sei que muito do deslumbramento que uma jovem pode sentir resulta do efeito mistério. Que se lixe o mistério!
Meninas, aqui vai em primeira mão:



PS1 – Olhinho azul hã?! Ah pois… pensavam o quê? Digam lá que não sou bué fofinho!
PS2 – Sempre achei que a barba de 3 dias me ficava muito bem!

Terça-feira, Abril 28, 2009

As Histórias do Bolinha – A Última

- Que se passa?
- Nada!
- Ora nada! Essa cara ainda mais feiosa que o normal alguma coisa significa!
- Ah…! É pá é uma espécie de aperto…
- Aperto?! Andaste nas bolachas-baunilha outra vez?
- Não pá! É outro tipo de aperto… daqueles que não têm mesmo solução.
- Há solução para tudo!
- Não, não há.
- Já vi que não vais contar!
- Não.
- E não vais fazer nada?
- Estou a tratar disso!
- E achas que vai resultar?
- Vamos ver…
- Mete bandas filarmónicas? Banhos no Tejo?
- Não. Claro que não! Desta vez mete a ausência dessas coisas… não posso remar contra a corrente…
- Às vezes a felicidade é uma garrafa de vinho que guardamos e não bebemos porque achamos que é demasiadamente preciosa. Depois só nos resta fazer uma sangria com ela.
- Já cá faltava a conversa do vinho…
- Então… para mim são as metáforas mais fáceis! Correntes e remos, isso para mim é muito complicado.
- Não percebeste então o que quis dizer?
- Não!
- Óptimo. Mas foi bom desabafar contigo.

Terça-feira, Abril 21, 2009

Facadas Canhoto - Reedição

Facadas Canhoto, poeta popular e amolador de malhas do chinquilho, é um homem com duas alcunhas. Por isso fomos falar com ele:
- Facadas, você é a única pessoa que conheço que acumula duas alcunhas. Qual a origem de Canhoto?
- Vem do meu pai.
- Ele era esquerdino portanto?
- Não.
- Então?
- Era “direito”.
- Então porque é que lhe chamavam Canhoto?
- Vem do pai dele.
- Esse sim era canhoto então?
- Acho que não. O desgraçado do velho batia-me sempre com a mão direita.
-(...) ok... e Facadas?
- Facadas vem do facto de eu ter andado no mundo dos faquires.
- Ah foi?! Uau, não sabia…
- Foi foi. Mas tive que desistir. Chegou-se à conclusão que eu não tinha nascido para aquilo.
- Falta de pontaria a lançar as facas?
- Não sei. Nunca lancei nenhuma. O meu trabalho era afiar facas, pregos e coisas do género ao faquir, bem, no fundo era eu que lhe fazia a cama. Pelos vistos não prestava para a função. O gajo acordava todos os dias com dores nas costas.

Quinta-feira, Abril 16, 2009

Entrevista aos I-Glamour por Pedrito Bodega – Jornalista e critico musical

Não foi pêra doce arranjar uma entrevista com os 4 magníficos. Aliás, só chegámos á fala com dois deles, Talk e Charm. Tudo estava programado ao pormenor. Aguardando na suite presidencial da Pensão-Tasca “Sabores do Rio”, estavam os dois geniais mais o seu staff: Um Abominável Bicho das Neves a fazer de guarda-costas, duas massagistas, um burro mirandês e um papagaio albino de nome Mister T.
Impressionou-me o ar descontraído dos dois. Sentados num sofá pareciam divertir-se com as tarefas que levavam a cabo. Charm entretinha-se a criar diálogos entre duas personagens representadas por meias que tinha colocadas nas mãos. Talk fazia malabarismos com 3 limões enquanto cantava o refrão dum hit dos Bee Gees. A conversa começou então:
Pedrito – Como é levar para a frente um movimento totalmente novo?
Charm – O que é que o gajo quer dizer com isto?!
Talk – Não sei…
Pedrito – Então?! O charming punk rock!!
Charm – Ah isso! É fácil! O charming punk rock é que nos leva a nós. É uma espécie de carroça puxada por cavalos velozes. Nós só temos que saber puxar as rédeas quando é preciso!
Pedrito – E as fãs Talk?
Talk – É muito complicado. Não é fácil ser um ícone. Andar na rua e tentar passar despercebido é impossível. Mesmo disfarçado com uma túnica ou um turbante árabe, elas reconhecem-me apontando o dedo e rindo!
Pedrito – É difícil para ti, Charm, lidar com a fama?
Charm – Não, até é fácil! A fama é que nos lida a nós. É uma espécie de carroça puxada por cavalos velozes. Nós só temos que saber puxar as rédeas quando é preciso!
Pedrito – Pois… diz-me Talk, tu que és o homem das letras. Em One Patanisca nota-se um clima de romance no ar… és um romântico?
Talk – Sou. Mas é muito complicado. Não é fácil ser um romântico. Andar na rua e tentar passar por um insensível é impossível. Mesmo disfarçado com uma pose de troglodita…
Pedrito – Desculpem… mas vocês estão a gozar comigo?!
Charm e Talk – Porquê?!
Pedrito – Estão sempre a repetir as mesmas frases!
Charm – Oh Pedrito relaxa pá! Os nervos são uma espécie de carroça puxada por cavalos velozes, se não sabes puxar as rédeas quando é preciso dás em maluco.
Pedrito – Porque é que vocês não vão dar uma volta ao bilhar grande?
Talk – Bilhar grande?! Isso é muito complicado. Não é fácil ir dar uma volta ao bilhar grande. Andar na rua e…
Pedrito – Vão pró…
O curto diálogo que se seguiu com o Yeti guarda-costas não o transcrevi até porque parte dele não me recordo por me encontrar inanimado. E assim terminou a entrevista aos Reis do Charming Punk Rock. Obrigado por tudo.

Entrevista de Pedrito Bodega aos I-Glamour para a revista Belites